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quinta-feira, 14 de março de 2019

Jesus conhece a sua dor




No mesmo instante em que sua divindade se tornava inalcançável, bem na hora em que sua santidade se tornava intocável e assim que sua perfeição se tornava inimitável, o telefone toca e uma voz sussurra: “Ele era humano. Não se esqueça. Ele tinha carne”.
Na hora certa somos lembrados de que aquele a quem oramos entende nossos sentimentos. Ele conhece a tentação. Ele se sentiu desanimado. Ele teve fome, sentiu sono e se cansou. Ele sabe como nos sentimos quando o despertador toca. Ele sabe como nos sentimos quando nossos filhos querem coisas diferentes ao mesmo tempo. Ele balança a cabeça, compreensivo, quando oramos irados. Ele se compadece quando lhe dizemos que há mais coisas para fazer do que jamais poderá ser feito. Ele sorri quando confessamos nosso cansaço.
Mas somos gratos a João por optar incluir o versículo 28 no capítulo 19 de seu evangelho. Lemos simplesmente isto: “Tenho sede”.
Não era o Cristo que estava com sede. Era o carpinteiro. E aquelas são palavras de humanidade no meio da divindade.
Essa frase bagunça o esboço do seu sermão. As outras seis declarações estão mais “de acordo”. São clamores pelos quais poderíamos esperar: o perdão aos pecadores, a promessa do paraíso, o cuidado de sua mãe, até mesmo apelar a Deus dizendo: “Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?” é uma coisa poderosa (Mt 27.46).
Mas “tenho sede”?
Bem na hora em que havíamos entendido tudo. Bem na hora em que a cruz estava embalada e definida. Bem na hora em que o manuscrito estava concluído. Bem na hora em que havíamos inventado todas aquelas bonitas e claras palavras terminadas em “ação”, como santificação, justificação, propiciação e purificação. Bem na hora em que colocamos nossa grande cruz dourada sobre nossa grande torre dourada, ele nos lembra que “a Palavra tornou-se carne” ( Jo 1.14).
Ele quer que nos lembremos de que ele também era humano. Ele quer que saibamos que ele também conheceu o zumbido do enfado e o cansaço que surge com os dias longos. Ele quer que nos lembremos de que nosso desbravador não usava colete à prova de balas, nem luvas de borracha, nem uma armadura impenetrável. Não, ele abriu o caminho da nossa salvação por entre o mundo que você e eu enfrentamos diariamente.
Ele é o Rei dos reis, o Senhor dos senhores, e a Palavra da vida. Mais do que nunca, ele é a Estrela da manhã, a poderosa salvação e o Príncipe da paz.
Mas há momentos em que somos restaurados ao nos lembrar de que Deus se fez carne e habitou entre nós. Nosso Mestre soube o que significava ser um carpinteiro crucificado que teve sede.•
Com todas nossas limitações como filhos, com todas nossas imperfeições ele nos ama, e sempre está de braços abertos esperando e querendo ter mais intimidade com você!

Porque Eu, o SENHOR teu Deus, te seguro pela mão direita e te declaro: Não temas, Eu te ajudarei. 

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